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sábado, 6 de fevereiro de 2010

O contrário do amor não é o ódio

Paulo de Souza Queiroz. Procurador-regional da República (DF).

 

Quando sacrificamos animais, não é o ódio que nos move;
Quando somos ingratos com alguém que nos serviu e nos foi útil, não é o ódio que nos move;
Quando somos infiéis, não é o ódio que nos move;
Quando um homem estupra uma mulher indefesa, não é ó ódio que o move;
Quando um homem mantém relações sexuais com uma criança, não é o ódio que o move;
Quando um juiz condena alguém para fazer estatística, não é o ódio que o move;
Quando um policial assiste passivo à execução de um criminoso indefeso, não é o ódio que o move;
Quando um empresário/fazendeiro mantém trabalhador em condição análoga à de escravo, não é o ódio que o move;

O contrário do amor não é o ódio, mas a (absoluta) indiferença para com o outro.

Paulo de Souza Queiroz

Mestre e Doutor em Direito (PUC/SP). Procurador Regional da República. Professor do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Autor do livro Direito Penal, Parte Geral, Rio de Janeiro, Lumen Juris, 5ª edição, 2009 entre outras obras. Site: http://pauloqueiroz.net/

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09/02/2010 12:55:03

Jaqueline Sales Souza

Bom dia!
Doutor Paulo o seu Artigo e digno de sinceros elogios.
De maneira breve e facil, vc deixa claro, a indiferança das pessoas, e a "cara de pau" daquelas que usam sentimentos populares para justificas os atos ilicitos.
Parabéns